Sabemos que não existe um perfil
ideal para um líder. Precisamos obter o máximo de
benefícios para todos, pessoas e organizações.
Liderança tem a ver com gestão de pessoas e resultados.
Com as atuais transformações do padrão de comportamento
das pessoas, em um ritmo muito mais rápido do que no passado,
surge a necessidade de uma nova habilidade. A habilidade que denominamos
de coaching.
O significado da palavra em inglês é:
técnico, condutor, guia e instrutor particular. Podemos dizer
que o coach lidera pessoas em um processo de planejamento global,
de curto, médio e longo prazo, buscando os resultados para
a organização. Nesta realidade, pessoas e equipes
se comunicam, desenvolvem-se e comprometem-se com o seu trabalho,
satisfazendo suas necessidades e a de seus clientes.
O principal papel do coach é o de ser um educador/transformador.
Ele irá atuar no nível da atitude com as pessoas,
envolvendo-as com a perfeição das coisas. O coach
precisa trabalhar com pessoas realmente motivadas e faz desse papel
de treinador a sua nova filosofia de liderança. Ele tem habilidades
para desenvolver pessoas, sobretudo seus colaboradores imediatos.
O coach sabe que cada um tem sua motivação interiormente.
Portanto, ao agir, voltará sua atenção para
atitudes que não desmotivem; propiciará a liberação
da energia de cada pessoa produtivamente, solucionando conflitos
e lidando com as emoções de cada pessoa com quem ele
entra em contato no sentido de uma transformação positiva
e produtiva para a organização. Ele vai além
do trabalho de apoiar apenas sua equipe, é aquele que ajuda
na transformação de seus pares (líderes do
mesmo nível hierárquico) e respectivas equipes.
No ambiente de trabalho é cada vez mais comum o profissional
se comprometer com a melhoria da performance e da capacidade de
aprender dos seus colaboradores, daqueles que fazem parte de sua
equipe. Esse comprometimento tem um nome: coach. “Ser coach
é saber dar as ferramentas necessárias para que a
sua equipe chegue às próprias soluções”
diz Dennis Matthies.
Ora, ter colaboradores que saibam tomar decisões é
cada vez mais importante para as organizações. É
por isso que o coach não pode ensinar pessoas apenas dizendo
o que faria se estivesse naquela situação. Ele tem
que ensinar seus colaboradores a raciocinar, a analisar as situações,
e tem que achar a melhor saída para os problemas com base
nos princípios de cada um deles. Mais do que isso. O coach
ajuda o seu “cliente” a detectar suas dificuldades e
a superá-las. Com isso, o desempenho dos colaboradores melhora
e o resultado da organização também.
O coach deve estar aberto para ouvir, reconhecer quais são
as dificuldades das pessoas que fazem parte de sua equipe e como
resolvê-las, portanto é fundamental que goste de lidar
com pessoas. Deve observar o comportamento do seu “cliente”
sem fazer julgamentos e ainda precisa prestar contas dos resultados
que estão sendo obtidos – afinal, de que adianta dar
uma orientação sem verificar se o colaborador conseguiu
atingir seu objetivo? Segundo Ane Araújo: “Coaching
é o exercício mais elevado de liderança e uma
prática vigorosa para a formação de líderes
nas organizações”.
Ser um coach, portanto, é muito mais do que ser um chefe,
ainda que se trate de um chefe considerado bom. Veja a seguir as
principais diferenças entre os dois:
| CHEFE |
COACH |
| Controla
o comportamento |
Libera
o potencial |
| Dá
ordens |
Motiva |
| Conduz
as pessoas |
Aconselha |
| Foca
na execução da tarefa |
Foca
no processo |
| Resolve
problemas |
Ouve
e ensina a resolver os problemas |
| Inspira
medo |
Inspira
entusiasmo |
| Preocupa-se
com as coisas |
Preocupa-se com as pessoas |
| Diz
“eu” |
Diz
“nós” |
| Assume
a responsabilidade |
Compartilha
a responsabilidade |
| Dirige
as pessoas |
Serve
às pessoas |
| Colhe
os louros |
Distribui
os louros |
| Enxerga
o hoje |
Contempla
o amanhã |
| |
|
Se
tiver condições, procure ser o coach de alguém,
nem que seja de somente uma pessoa. Mas tal treinamento precisa
ser feito todos os dias, em doses homeopáticas. Não
adianta marcar uma reunião, conversar sobre algum ponto importante,
ouvir o que o colaborador tem a dizer e nunca mais tocar no assunto.
________________________________________________________________
(*)
- Texto extraído do último capítulo do livro
"A Arte de Liderar – Vivenciando Mudanças
num Mundo Globalizado". Publicação autorizada
pela autora.
(**)
- Sonia Jordão é conferencista, escritora,
consultora e facilitadora de cursos. Atuou durante 14 anos em cargos
de gerência nas áreas administrativa, comercial e industrial.
Foi professora durante 17 anos em curso superior e em MBA. Engenheira
com 4 pós-graduações, incluindo MBA em gestão
de negócios. Autora do livro A Arte de Liderar – Vivenciando
mudanças num mundo globalizado.
Endereços da Sonia Jordão
|
|
| "E-mail": |
"Site": |
| sonia@soniajordao.com.br |
http://www.soniajordao.com.br |
| |
|
|