Há
uma verdadeira avalanche de informações, de
anúncios, de propagandas, de sinais, de vozes, de
músicas, de sons e de imagens bombardeando a cada
um de nós, diariamente.
Quando
você sair de casa, tente observar quantas placas de
sinalização de trânsito existem no seu
caminho, por quantas placas com anúncios você
passa, quantas propagandas você escuta no rádio.
Conte cada uma delas, em viagens separadas, porque senão
você não vai andar.
Quando
você chega em casa, assistindo televisão, quantas
propagandas você assiste? Quantas vezes sua mulher,
ou seu esposo pede por sua atenção? Quantas
vezes sua atenção é solicitada para
algo, no seu trabalho? E os seus filhos? E os seus familiares?
E nas suas atividades comunitárias?
Ainda
bem que, aparentemente, chamar a atenção não
nos cansa. Mas só aparentemente. Veja o nosso artigo
"A Escolha E A
Sua Mensagem", na página dos Artigos,
no sítio da Merkatus.
Nestes
novos tempos, nesta sociedade do conhecimento, tão
rica e abundante em informação, há
um insumo raro, frente a tanta informação:
a atenção.
Há
muita informação disponível, muita
oferta de informação, para pouca atenção
disponível. Cogita-se até que possa haver,
num futuro próximo, um mercado de atenção,
embora esta atenção seja, até o momento,
um substantivo abstrato.
Há
alguns princípios, já conhecidos, dessa nova
era da informação abundante e da atenção
escassa.
O
Primeiro Princípio
O primeiro princípio, que ressaltamos, é do
retorno crescente da atenção.
A
pessoa, ou o assunto, que recebe mais atenção,
tem mais facilidade de receber mais atenção.
Aqueles, que já são ricos em atenção,
ficam ainda mais ricos em atenção.
Essa
é a razão pela qual os assuntos de campanhas
políticas, artigos de fundo das revistas semanais,
títulos de jornais convergem, bem como as pessoas
famosas são cada vez mais citadas, pois são
mais capazes de exercer fascínio sobre o público.
Aliás,
exercer fascínio sobre o público quer dizer
chamar a atenção.
O
Segundo Princípio
O segundo princípio diz que todo e qualquer relacionamentoé
um relacionamento movido a atenção.
Estamos
falando de relacionamentos pessoais, amorosos, afetivos,
corporativos ou comerciais.
A
atenção move os relacionamentos.
A
falta de atenção acaba com eles.
Um
conceito de marketing deriva, diretamente, deste princípio:
como os relacionamentos são movidos por atenção,
para você chamar a atenção do seu
cliente, você precisa, primeiro, prestar atenção
no seu cliente.
Chamar
a atenção diz respeito também ao lugar
que você e a sua empresa querem ocupar na percepção
do seu cliente, o local da mente do cliente que você
vai ocupar - ou não!
Para
ocupar um lugar de destaque, a maneira mais fácil
é ser o primeiro. Você se lembra do primeiro
beijo, da primeira namorada, da primeira transa. Estes acontecimentos
chamaram a sua atenção, e ficaram gravados
na sua memória para sempre.
Nem
todos podem ser o primeiro. Neste caso você precisa
encontrar um meio, uma forma, um jeito de chamar a atenção,
ser ouvido e percebido, dentro do tiroteio e gritaria dos
que batalham pela atenção dos seus clientes
potenciais, e que, infelizmente, chegaram à sua frente.
Como
entrar nessa disputa pela atenção do seu cliente
potencial?
Você
precisa falar, escrever, colocar o cliente potencial para
experimentar algo que se encaixe dentro daquilo que o filtro
da mente dele faz com que ele altere o seu estado de consciência,
e dirija o foco dos seus sentidos e percepções,
para a sua mensagem.
Note:
o que capta a atenção do seu cliente não
tem nada a ver com o que você faz. Tem a ver com o
benefício, com a satisfação da sua
necessidade (do cliente), que o cliente percebe pela possibilidade
da fruição do que você produz, ou se
propõe a entregar.
O
cliente não compra o produto "geladeira",
o cliente compra, necessita, deseja, almeja, quer conservação
de alimentos.
O
cliente não quer um consultor de marketing, o cliente
quer mais clientes, o cliente quer negócios, mais
negócios e melhores negócios. No caso específico
da minha área de atuação, se eu me
apresento como consultor de marketing, o cliente me vê
como um consumidor de recursos, alguma coisa como:
Estas
são algumas das razões porque a atenção
é tão importante em marketing.
Para
capturar a atenção do seu cliente potencial
você tem que proporcionar gatilhos externos
que detonem a mudança do estado de consciência
interna dele, o seu cliente potencial. O gatilho,
raramente, muito raramente, é o que você faz,
o gatilho está nos desejos e interesses do seu cliente
potencial.
O
gatilho é, quase sempre, algo que o cliente quer,
deseja, necessita, busca, almeja. E essa necessidade,
enraizada no subconsciente do cliente, quando houve algo
que a satisfaz, altera o seu estado de consciência,
chama a sua atenção.
O
gatilho sempre é o beneficio que ele procura.
E chamar a atenção, pela primeira vez, é
o início da construção de um relacionamento.
Lembrando: