Há
pessoas que atuam na área de serviços, mas
vendem seus serviços como se fossem produtos.
Os produtos
são primeiro fabricados, para depois serem vendidos.
O marketing de produto visa facilitar a venda desse produto,
bem como a venda de outros possíveis produtos no
futuro. Uma das características das vendas de produtos
é que se tenta levar o processo de compra para algo
próximo da realização de sonhos, fantasias,
"status", estilos de vida, etc.
Com
os serviços, por serem eles próprios intangíveis
- na maioria dos casos não se pode tocá-los
ou preservá-los, já que o serviço somente
é experimentado ou usufruído na "hora
do consumo"-, deve ocorrer o inverso, tenta-se através
da experiência, da experimentação ou
fruição, tangibilizá-lo, torná-lo
quase físico, palpável!
Esta
é a razão pela qual tanto se fala, hoje, em
cuidar da experiência do cliente, e o supermercado
está virando um teatro, ou casa de shows!
Vejamos
algumas características dos serviços, e suas
conseqüências, sobre o processo de compra, por
parte dos clientes potenciais:
1.
Intangibilidade
Os serviços não podem ser vistos, tocados
ou experimentados, antes de serem comprados, o que demanda
cuidado com os processos de criação de credibilidade
e da reputação da marca ou do profissional.
2.
Participação dos clientes
Os serviços são produzidos com a participação
ativa de quem produz e de quem consome.
Nessa
interação é acertada a demanda, que
pode e deve ter a forma e jeito do que o cliente quer, provocando
a necessidade de um perfil, de um conjunto de conhecimentos,
habilidades e atitudes diferentes, para o profissional da
área de serviços, com o objetivo de ser um
produtor do serviço, necessariamente flexível,
e também, ao mesmo tempo, um facilitador da compra
para o cliente potencial.
Leia
no sítio da Merkatus nosso artigo: "Vendedor
Ou Facilitador De Compras?"
3.
Variabilidade
Com a participação do cliente na determinação
da demanda, caso a caso, obrigatoriamente, produz-se serviços
de acordo com a solicitação de cada cliente,
conferindo uma variação constante naquilo
que é produzido.
Os critérios
para aceitação dessa variabilidade devem estar
claros, tanto para os clientes potenciais, como para os
empregados que produzem, com as possíveis conseqüências
na determinação e no acerto do preço
final dos pedidos individuais.
4.
Avaliação
A avaliação da qualidade de um serviço
não, necessariamente, se dá na experimentação
e fruição do mesmo, por exemplo: numa consulta
médica; numa escola, num serviço de reparos
em eletrodomésticos. Nestes casos a avaliação
se dá um tempo após a realização
do serviço.
Essa
dificuldade de avaliação é confrontada
com o preço, ou o custo percebido, exigindo credibilidade
e retidão de procedimentos e atitudes, como composição
do serviço, e fator a ser levado em conta na compra
por parte dos clientes potenciais.
O nome,
a marca, e a propaganda boca a boca são fatores que
auxiliam a percepção antecipada de valor,
auxiliando o processo de compra por parte do cliente potencial.
A
avaliação, final e definitiva, é sempre
feita pelo cliente.
5.
Precificação
Colocar preços em serviços apresenta algumas
dificuldades, em virtude dos itens acima: intangibilidade,
participação do cliente no estabelecimento
da demanda, variabilidade e avaliação, tanto
por parte do cliente como do produtor.
Para
o produtor do serviço, particularmente, se torna
difícil colocar um preço antes de saber o
que o cliente efetivamente quer.
Nos
serviços, também e principalmente, o preço
pode ser um forte indicativo, antecipado, da qualidade do
mesmo.
Esses
fatores psicológicos da composição
do preço precisam, obrigatoriamente, ser levados
em conta, pois não adianta somente cobrar "caro
e bem", é necessário que a correspondente
"experiência" do cliente, na fruição
do serviço, seja compatível com o preço
cobrado, sob a ótica do cliente.
O
risco de não atender a expectativa, correspondente
ao custo percebido, é o descrédito junto ao
mercado. Isto é sinônimo de fracasso, o que
ninguém deseja, mas ocorre no mercado, com freqüência
maior do que seria de se esperar.
A
experiência dos clientes na fruição
dos serviços prestados por sua empresa está
adequada ao valor percebido? Como você está
medindo essa adequação?
____________
Lembre-se, todo o processo de compra, de qualquer cliente
potencial, passa por quatro fases, a saber:
Apresentação:
o cliente potencial toma contato com a sua existência.
Conhecimento:
o cliente potencial passa a saber que você é
uma opção no mercado.
Confiança:
o cliente potencial acredita, crê que você é
uma boa opção a ser considerada.
Segurança:
o cliente potencial tem a certeza de que você entrega
o que promete, e vale o quanto cobra.
Tendo
em vista estas características próprias dos
serviços, e as fases de um processo de compra, vamos
então imaginar a facilitação da compra,
como um exemplo, para um consultor:
1. Ele
está tentando vender os seus serviços para
um cliente potencial, e este informa que ele não
tem interesse, mas um amigo seu tem.
2.
O consultor deixa seu cartão com o esse cliente,
reforça os pontos onde ele percebeu que poderia ajudar
esse cliente, no futuro, e agradece a indicação.
3. Possivelmente,
entrega na hora, ou encaminha pelo correio mais tarde, mas
rápido, para o cliente ter ainda na mente os detalhes
do contato pessoal havido, um artigo feito para o caso específico
desse cliente.
4.
Caso o amigo, que ele indicou, venha a contratar o serviço
do consultor, este reconhece a indicação feita
e envia algo útil, e que mantenha a visibilidade
do consultor para este possível cliente potencial,
que indicou o amigo.
5. Informa-se,
mais e melhor, das condições do mercado e
da concorrência, faz mais algumas visitas e verifica
os pontos em que esse cliente potencial, que indicou o amigo,
pode ser ajudado.
6. Informa
das condições do mercado e da concorrência,
na área de atuação do cliente, e quais
resultados ou benefícios, desejados pelo cliente,
poderiam ser alcançados.
7. Mantém-se
em contato, por telefone, carta, "e-mail" e pessoalmente.
Envia outros artigos, ou fatos e dados, que sejam relevantes
para o cliente.
8. Não
tem pressa em fechar negócio. Verifica sempre, sob
o ponto de vista do cliente, qual o valor e os benefícios
que o cliente, deseja, necessita, precisa, quer e ele pode
atender.
9. Quando
o cliente pedir a apresentação de um contrato,
ou uma proposta, chegou a hora do consultor. Não
antes. Ele mantém a sua ansiedade de "fechar
a venda", sob controle.
10.
Planeja, detalhadamente e intencionalmente, entregar mais
do que está colocado no contrato ou na proposta.
Eu
recomendo a seguinte leitura complementar:
"Satisfazer
O Cliente Não Basta!",
"Está
Difícil Fechar Negócios?"
e
"Vendendo
Serviços"
Um
exercício para você, durante esta semana: tendo
em vista o exposto, as características peculiares
dos serviços, e as quatro fases do processo de compra,
por parte dos clientes potenciais, analise cada um dos 10
passos dados pelo consultor, no exemplo acima, e tente adaptar
esses passos ao seu negócio.
Construamos
a cada dia, uma nova e boa semana!
__________________________
Nós teremos o prazer de atendê-lo, caso você queira saber
mais sobre estas e outras estratégias atrair mais e melhores
clientes, ou ainda comentar algum aspecto deste Boletim
Eletrônico Semanal. Não hesite em contatar-nos:
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Eletrônico Semanal aborda temas que ajudam as pessoas,
as empresas e as instituições a aprimorar: a obtenção
de mais e melhores clientes certos, a conformidade do
que produzem ou fazem à demanda do seu mercado, a aproximação
de interesses convergentes entre a demanda e a oferta,
dentro da área de serviços. É nosso intuito promover
o desenvolvimento pessoal e aprimorar as relações comerciais
do mercado.
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