Aparecem
com alguma freqüência, em grupos de discussão,
e-mails de pessoas pedindo formulários para fazer
pesquisas de satisfação de clientes ou de
empregados .
Eu
sempre fico de antena ligada quando ouço alguém
pedir formulário ou questões para pesquisa
de satisfação, seja lá de quem for...
É como se uma campainha interna tocasse, alertando
sobre o perigo!
Eu
gostaria de dar umas pinceladas antes de falarmos sobre
a pesquisa de satisfação dos empregados, clientes,
auxiliares, terceirizados, etc.
CASO
1:
Um banco
Este é um caso clássico: um empregado de um
banco tem a idéia de colocar cadeiras para que os
clientes se sentem, enquanto esperam na fila, dando mais
conforto.
Pois
bem, o banco adota as cadeiras, e alguém no banco,
querendo saber se os clientes estão satisfeitos,
faz uma pesquisa sobre as ditas e instaladas cadeiras. A
pesquisa resulta em sucesso:
-
"SIM! O cliente gostou das cadeiras!"
Ficam
alegres: o que teve a idéia da cadeira, o que teve
a idéia da pesquisa e quem realizou a pesquisa.
O
único que não fica satisfeito é o cliente.
Você
sabe por quê?
Porque
a pergunta foi inadequada - para dizer o mínimo -,
foi dirigida:
-
"O Sr. (a) gostou das cadeiras para sentar enquanto
espera?"
A
grande maioria dos clientes diz que SIM. ...mas o que o
cliente realmente gostaria era de ser atendido imediatamente.
Neste caso as cadeiras seriam desnecessárias!
CASO
2:
Você já ouviu a frase:
-
"Eu dei tudo de mim e ela me deixou por outro!"
Este
caso nos ensina que não adianta dar tudo de si. É
bastante comum as pessoas se esforçarem no sentido
de agradar o companheiro, mas esquecem de perguntar para
o companheiro o que ele gosta. É o caso da briga,
onde um
diz:
-
"Mas eu fiz isso e aquilo!"
Ao
que o outro responde:
-
"Fez porque quis, eu não pedi!"
Deixar
de fazer o que o companheiro quer, deseja ou necessita,
e fazer o que se acha que o companheiro quer, é,
na grande maioria dos casos, desperdício, puro e
simples!
É
o mesmo caso da empresa que produz o que o mercado não
quer!
Este
é o tipo dos esforços na direção
errada, é a falta de empatia.
É
colocar cadeira e deixar de diminuir a espera, no caso do
banco!
Voltando
ao caso do abandonado acima, o "outro" pode ter
feito menos esforços, mas ficou com ela, pelo simples
fato de ter feito o que ela quer, gosta, deseja ou
necessita.
Coisa
semelhante ocorre, todo o dia, com pessoas e empresas!
Para
não me acusarem de machista, poderia ser ele, também.
Isso ocorre indistintamente entre os sexos, não é
mesmo?
Portanto,
antes de fazer a pesquisa de satisfação com
os empregados (ou clientes, ou seja lá quem for),
é necessário saber primeiro o que eles querem.
Está
certo que, após realizarmos, primeiramente, a pesquisa
do que o empregado ou o cliente querem:
1.
Podem mudar as políticas de remuneração
e benefícios, pode haver necessidade de alteração
de atitudes e políticas para ajeitar o clima organizacional,
e mais algumas coisinhas aqui e ali, mas nada que não
permita tirar um bom formulário de pesquisa de satisfação,
com aquilo que os empregados efetivamente querem e desejam.
2.
Podem mudar os processos de produção, o produto,
as características do produto, a assistência
técnica, etc. ·...
Pressupor
que, o que você dá ou produz é o que
seu empregado ou cliente quer, pode induzir a um erro que
conduz ao fracasso, porque esse descuido cega.
A
frase, que retrata o sentimento quando esse fracasso chega,
vem a seguir, e já é conhecida:
-
"Eu fiz tudo, mas ele (o cliente, o empregado) me abandonou..."
Por
estes motivos não é aconselhável fazer
uma pesquisa de satisfação, sem antes saber
"o que" quem vai responder a pesquisa, quer, almeja,
necessita, deseja.
Caso
você tenha dúvida de como fazer uma pesquisa
de levantamento dessas necessidades, leia neste sítio
da Merkatus, na página dos Boletins Semanais, uma
série de artigos sobre pesquisa, particularmente
o
1
Folha, 5 Perguntas, 5X ,
onde
está proposto até um formulário para
fazer esse tipo de pesquisa.
O
que se quer ao fazer uma pesquisa? Fazer a pesquisa implica
em dar voz, o que exige a necessária contrapartida,
ouvir...
Leia
também o artigo, na página dos Boletins Semanais:
"Você
Saber Ouvir? O Seu Sucesso Depende Disso!".
É
interessante, pode ocorrer o receio de fazer pesquisa e
encontrar o que não se quer...
Se
há canais fechados, ouve-se a voz represada pelos
poucos e insuficientes canais abertos. É o custo
da repressão!
O
que se quer com a pesquisa? Você e sua empresa estão
dispostos a agir frente aos dados coletados na pesquisa?
Pense
nesta empresa fictícia, apresentada a seguir, mas
que não está muito longe de quaisquer uns
de nós.
Premiar
o colaborador, mas não ouvi-lo!!!???
O
prêmio "também" é de cima
para baixo, atravessado na garganta...
É
mais ou menos assim, eu não sei o que eles querem,
mas quero ver se eles estão satisfeitos!!!
Com
os clientes pode não ser muito diferente!
Há
duas leis do marketing que devem ser seguidas em todas e
quaisquer pesquisas de satisfação:
1º
A Lei Do Gosto Que Não Se Discute
Para saber o que seu cliente (ou empregado) quer, pergunte
a ele.
2º
A Lei Da Expectativa Negociada
O que você espera dos outros é só a
sua expectativa. O outro também tem expectativas.
Se você quer satisfazer as suas (dele) expectativas,
o outro também quer, portanto negocie as suas expectativas
com o outro.
A
primeira etapa de uma pesquisa de satisfação
é, portanto, uma pesquisa anterior, importantíssima
e necessária, para verificar o que o grupo que se
está
querendo pesquisar, quer, deseja, almeja, necessita.
Uma
vez levantados esses atributos, que as pessoas, foco da
sua pesquisa, querem, desejam, necessitam ou almejam, resta
montar a pesquisa.
O
próximo BES está disponível aqui:10
DICAS PRÁTICAS SOBRE PESQUISAS DE SATISFAÇÃO.
Façamos
todos uma ótima semana!
__________________________
Nós teremos o prazer de atendê-lo, caso você queira saber
mais sobre estas e outras estratégias atrair mais e melhores
clientes, ou ainda comentar algum aspecto deste Boletim
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