Um
ponto interessante: há exatamente quatro semanas
eu publiquei um BES com o título "Fui
criativo ... Estou demitido!" Já,
hoje, o pedido foi pelo lado dos empregadores!
Na
manhã seguinte, à emissão do BES da
semana passada, já havia em minha caixa postal uma
indagação, fundamentada nos problemas práticos
do dia a dia dos empreendedores:
-
"Como eu posso fazer a descentralização
se não consigo encontrar empregados que se comprometam,
que vistam a camisa, que trabalhem como nós, os empreendedores,
trabalham?!!!"
Primeiramente,
os empregados não trabalham como os empreendedores
trabalham porque eles são empregados do negócio
do empreendedor, eles não são empreendedores!
Eles são empregados!
A
ação do empreendedor é motivada pela
esperança, pela expectativa do sucesso pessoal. O
empreendedor trabalha pelo seu negócio, pelo seu
próprio negócio.
Já
o empregado é motivado pelo salário no final
do mês e pelo que o ambiente de trabalho
permite a ele:
-
ser e estar fazendo, e
- desenvolver-se.
São
duas perspectivas completamente diferentes, que
resultam em motivações completamente diferentes.
As
ações do empreendedor tem a finalidade de
levar o seu empreendimento para frente. O empreendedor precisa
ter empregados "motivados", mas os empreendedores
- pelo menos a maioria dos empreendedores - julgam
que a
motivação vem junto com o empregado. Mas não
vem!
A
expectativa do empreendedor, de que os empregados já
venham motivados, faz com que esses mesmos empreendedores
concluam que "ninguém quer nada com
coisa nenhuma". Ele quer que o empregado dê sangue
pela empresa, como ele o faz. Esse descompasso, entre a
expectativa de empregados já motivados e a realidade
dos empregados demotivados, leva o empreendedor ao desespero.
As
suas ações - em uma grande parte dos casos
- são fundamentadas, baseadas nessa percepção
de que os empregados não têm comprometimento.
Este agir - reativo ao que o empreendedor enxerga - gera
distanciamento entre empreendedor e empregados. O que faz
com que a situação não se resolva.
O
agir reativo - reagindo aos problemas - só
leva a novos problemas, que vão se acumulando
e abatem o moral, a auto-estima, tanto dos empreendedores,
como dos empregados, pois ambos vivem a expectativa
do "agora vai", e tudo permanece na mesma. Quando
não, piora!
Você
conhece um caso parecido com este?
As
sucessivas expectativas, não atingidas, solapam o
entusiasmo de qualquer cristão, por maior que seja
a fé e a vontade de acertar!
Esta
é uma outra verdade: fé e vontade, sozinhas,
podem não resolver. E a desesperança se instala!
Este
foi o tom do "e-mail" que eu recebi: desesperança!
O
primeiro ponto que eu gostaria de ressaltar é a Lei
da Expectativa Negociada.
Leiam atentamente esta lei e reflitam! Ela pode e deve mudar
seu enfoque frente a alguns problemas - até pessoais
- e, principalmente, mudar o curso das suas ações,
inclusive as pessoais.
A
sua ação pode estar, com alta probabilidade,
conduzindo seus empregados, ou subordinados, a atitudes
que você não quer ou não deseja.
Lembre-se:
a culpa não é deles! Ou sua empresa
está recrutando o pessoal errado ou sua empresa tem
um conjunto de benefícios que não retém
os talentos que necessita! Caso você não
concorde, leia novamente a Lei
da Expectativa Negociada.
Este
assunto de motivação vai gerar alguns Boletins
Eletrônicos Semanais.
O
primeiro, este, traz para você as principais causas,
os motivos que levam os
empregados a deixar os seus empregos e procurar novas oportunidades.
Este
é um BES com fundo informativo, mas que potencializa,
subsidia, embasa, dá suporte ou permite a ação
baseada no conhecimento, de que trataremos em
outros BES.
Há
cinco principais causas para que os empregados saiam de
uma empresa, segundo pesquisa do The Herman Group -
(http://www.herman.net/alert/archive_3-18-98.html) -,
de 1998, mas perfeitamente válidas, tanto para o
Brasil como para os dias de hoje.
Eu
fiz uma adaptação do texto para apresentar
a vocês:
| |
| 1º
- Os empregados não se sentem bem na empresa. |
| Neste
caso a reputação ou a cultura da empresa
ou o seu clima organizacional não facilitam
a sensação de conforto, segurança
e bem-estar dos empregados. Pode também haver
problemas com a clareza da missão:
- o que eu faço aqui?
- o que eu faço aqui serve para o quê? |
| |
| 2º
- Os empregados não se sentem valorizados. |
| Você
até pode ter tido empregados de muito valor,
mas esqueceu de dizer isso a eles, eles acabaram se
sentindo como uma agulha no palheiro, perdidos, mais
um numa massa informe, e, então, procuram novos
ares:
outras empresas.
Se
o seu empregado é importante para a sua empresa
diga a ele, trate-o como uma pessoa ímpar,
elogie seus trabalhos, faça-o sentir-se importante
dentro da equipe. Caso contrário ele vai procurar
uma outra
empresa que aumente a sua auto-estima. Quem não
se sente importante, não se sente motivado.
Ninguém
gosta de ser mais um, um alguém qualquer que
possa ser substituído por um outro alguém
qualquer. |
| |
| 3º
- "Eu não tinha suporte para obter os resultados
que esperavam de mim." |
As
pessoas gostam de trabalhar e de obter excelentes resultados...,
mas se as regras, as proibições, as barreiras,
as incompetências dos gerentes, supervisores e
parceiros acabam imobilizando o empregado, deixam-no
frustrado, o empregado voa em busca de novas e mais
promissoras empresas para trabalharem. |
| |
| 4º
- "Há uma parede na minha frente!" |
| Quando
não há oportunidade de crescimento,
não há oportunidade de promoções,
ou o cargo acima tem alguém "imexível",
pode limitar o desenvolvimento do empregado.
E
não é só promoção!
É oportunidade de auto- desenvolvimento: aprimorar
e desenvolver novos conhecimentos, habilidades e atitudes.
Enfim, o empregado quer aumentar a sua capacidade
para enfrentar
novos desafios. O empregado quer crescer enquanto
pessoa e profissional.
Se
os empregados não encontram oportunidades de
crescimento e desenvolvimento, eles procuram outras
empresas onde possam obter isso. Pelo menos os melhores
farão isso e sua empresa fica com o resto...! |
| |
| 5º
- A remuneração é a última
razão para os empregados deixarem sua empresa. |
| Esta
afirmação pode parecer precipitada,
mas efetivamente ela não o é. Seus empregados
até podem estar recebendo acima do valor médio
do mercado, mas se os outros quatro aspectos não
estiverem presentes de
uma maneira clara e forte, você é um
candidato a ouvir a seguinte frase:
-
"Você não me paga o suficiente para
eu permanecer aqui!"
E
o "aqui", dito em um tom de total ironia,
que envergonha qualquer empregador. |
Aqui
finalizou-se o artigo adaptado, mas começa o nosso
trabalho:
1º
- O que sua empresa precisa e pode fazer para ser uma empresa
onde os empregados gostem de trabalhar e permaneçam
trabalhando?
2º
- Liste o seu conjunto de benefícios, para cada um
dos cinco aspectos do artigo.
Converse
com os seus empregados - ou faça uma pesquisa - e
veja qual benefício eles gostam mais e quais outros
que eles gostariam de ter.
Bata
um papo com seus ex-empregados e busque a razão -
ou as razões - deles terem procurado novos ares.
O ex-empregado, por não ter mais o rabo-preso, pode
dar informações importantes, que o pessoal
de dentro tem medo - receio? - de verbalizar!
Exponha
e divida conosco suas descobertas, dificuldades e intenções.
Escreva-me!
Façamos
uma ótima semana!
__________________________
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