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| CARLOS
ALBERTO DE FARIA
apresenta: |
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| BOLETIM
ELETRÔNICO SEMANAL - BES |
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| AS
REGRAS DA FELICIDADE OU |
| O
CONCEITO DA HORA DA VERDADE |
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Hoje,
particularmente, o texto tem um conteúdo excelente.
E mais: é essencial para todos os que trabalham com
pessoas, para todos os que se relacionam com pessoas, na
vida profissional, na vida comunitária, na vida familiar
e na vida pessoal.
Se
alguém me pedisse um resumo do que eu aprendi e apreendi,
nos últimos 15 anos, que fosse o mais importante,
o mais significativo, o que mais causou mudanças
em mim, este é o texto que eu apresentaria. Portanto,
CORAGEM, porque vale a pena!
Jan
Carlson escreveu um livro imperdível, com o título
"A Hora da Verdade", buscando
identificar com esse título o instante em que um
representante de qualquer empresa mantém contato
com o cliente. Sua opinião - da qual eu partilho
- é que a soma das diversas percepções
que o cliente tem desse contato e dos demais contatos com
outros empregados, procedimentos e sistemas da empresa,
é que formam a imagem da empresa.
Na versão do livro, em português, há
um preâmbulo, feito pelo editor, que contém
uma história de um sábio contando sua versão
da sabedoria. Quando li essa história, pela primeira
vez, não tive idéia da dimensão que
ela passaria a ter em minha vida e nas vidas das pessoas
que me rodeiam e que já tiveram a felicidade, ou
infelicidade, de me escutar repassando esse misto de história
e ensinamento.
A
percepção e a profundidade da história
aumentaram, a relação entre pessoas e empresas
evoluiu, agora é mais abrangente.
Essa
história, contida em apenas duas páginas do
livro, resume-se a responder, rapidamente, apenas três
perguntas, às quais eu, por motivos óbvios
como veremos adiante, acrescentei mais uma pergunta.
Como
os "Três Mosqueteiros" que eram, na realidade,
quatro, as três perguntas transformaram-se em quatro
pela necessidade de apresentar um quadro completo, sob minha
humilde visão. Então a essas quatro perguntas,
elaboradas, discutidas com os familiares e amigos, apresentadas
em palestras, através de perguntas das pessoas que
tiveram a paciência de me escutar e, mais do que isso,
deram-me sua atenção fazendo perguntas que
me permitiram crescer, acrescentar, aprender com suas dúvidas;
a essas quatro perguntas eu dei o nome de As
Regras Da Felicidade.
Quero
firmar que, ao mesmo tempo em que acho por demais pretensioso
alguém querer, em quatro perguntas, dar "As
Regras da Felicidade", aumenta a minha
convicção de que a aplicação
dessas quatro regras, simples, levam as pessoas a patamares
maiores de felicidade.
As
Regras da Felicidade são muito simples,
relativamente fáceis de serem entendidas, embora
reconheça ser mais difícil sua aplicação.
Mas essa aplicação depende, somente e exclusivamente,
de você!
Então,
com vocês ....
As
Regras Da Felicidade
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| 1. |
Qual é o momento mais importante da sua vida
? |
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Esta
primeira pergunta é, com certeza, a que menos
suscita dúvidas. Mas eu sempre dou alguns segundos
antes de respondê-la.
Podemos
até tentar fazer um exercício proposto
por uma amiga internauta, Sonia Breda:
Apresento
a vocês três bananas: uma podre, outra
verde e outra madura. O que representariam essas três
bananas ?
Tente
pensar nisso, antes de prosseguir a leitura. Espere
e pense durante pelo menos um minuto.
Bem,
a primeira banana, podre, representa que seu tempo
já se foi, ela poderia ser útil se aproveitada
algum tempo atrás, hoje já não
tem mais serventia.
A
banana verde ainda não serve, temos que aguardar
o seu tempo para poder saboreá-la.
Já
a banana madura está pronta e, descascando-a,
reparto-a com você e saboreamos essa doce banana.
Com
isto quisemos dizer que o momento mais importante
da sua vida é aquele que está maduro,
no sentido figurado, aquele que pode ser aproveitado
já, nem passou, nem ainda virá: o
tempo maduro, o agora, o momento presente!
Pedro Nava, médico e memorialista carioca,
escreveu que o presente é uma folha bem fina
que separa uma quantidade conhecida de folhas do passado
das folhas esperadas do futuro, na qual, cada um de
nós, escreve o que somos.
Cabe
aqui ainda uma citação de Aristóteles:
"Somos
o que repetidamente fazemos. A excelência, portanto,
não é um feito, mas um hábito."
Realmente nós só podemos ser o que quer
que queiramos no presente, no presente é que
escrevemos aquilo que somos.
Já o passado é somente recordação
daquilo que já se foi, somos saudosistas; esquecemos
de nossa vida que está acontecendo no aqui
e agora, com os olhos voltados para trás, olhando
as bananas podres !
Já
a pessoa, que tem seus olhos voltados somente para
o futuro, vive procurando algo irreal, algo que não
existe ainda, é uma pessoa ansiosa, esquece
do seu dia a dia na busca, com os binóculos
da sua ansiedade, da realidade inexistente, tentando
ver hoje bananas maduras onde somente há bananas
verdes.
No
presente, e somente nele, é que podemos apagar
possíveis manchas do passado, podemos construir,
tijolo a tijolo, o futuro. Só no presente,
através das nossas ações, podemos
escrever o que somos. E somos o que repetidamente
fazemos. É essa a imagem que passamos: somos
o que fazemos em cada momento presente.
Portanto,
o momento mais importante de nossas vidas é
o momento presente! Cada momento presente, cada um
deles na seqüência que ajudamos a construir. |
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| 2. |
Quem
é a pessoa mais importante da sua vida ? |
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As
respostas mais comuns à essa pergunta, quando
a apresento às pessoas, são: eu, meu
filho, meu marido, etc. e tal. Todas essas respostas
estão parcialmente certas. Mas esta resposta
é a que suscita a maior controvérsia.
Um
colega, Paulo Bottarelli, comentando sobre esta dificuldade
das pessoas entenderem esta resposta, sugeriu o seguinte
ensinamento:
'Um
mestre estava ouvindo seu discípulo falar que
não conseguia entender determinado assunto.
Em
resposta ao não entendimento o mestre pediu
um chá e solicitou a seu discípulo que
o servisse. Este o serviu, mas quando quis entregar
a xícara ao mestre, este pediu que enchesse
mais a xícara. O discípulo encheu até
a borda, mas não foi suficiente, o mestre solicitou
que ele continuasse enchendo. O discípulo quis
argumentar mas o mestre pediu para que ele continuasse,
e o chá foi descendo para o pires, e deste
para o chão. E o mestre continuou pedindo para
que ele tentasse encher mais a xícara.
O
ensinamento é que para uma xícara receber
mais conteúdo é necessário que
ela não esteja cheia. Caso esteja cheia, é
necessário antes esvaziá-la o suficiente
para um novo conteúdo."
Friedrich
Nietzche disse, em outras palavras, o mesmo:
“O
homem não tem ouvidos para aquilo que a experiência
não lhe deu acesso.”
Portanto
faça uma viagem introspectiva e verifique se
sua xícara está cheia para apreender
este conteúdo.
A resposta proposta a essa pergunta é:
a pessoa mais importante da
sua vida é quem está a sua frente!
E
quem está na minha frente é meu marido
ou esposa, meu filho, meu chefe, o cobrador do ônibus,
a caixa do supermercado, nós próprios
quando estamos sozinhos.
Frente a esta resposta as pessoas argumentam: mas
eu já estou farto de fazer isto e aquilo para
minha mulher, marido ou filho; já não
agüento mais fazer e não ser correspondida,
“e o outro ?”, mas meu chefe só
me pede as coisas e nunca me reconhece, etc., etc.,
etc. ...
Realmente
isto parece ser cansativo e realmente o é,
e pior, oprime as pessoas no seu dia a dia.
E
a nossa proposta está longe de buscar a opressão,
muito pelo contrário, como já dissemos,
estamos nos propondo a entregar "As
Regras da Felicidade".
Vamos
então tentar esvaziar um pouco a xícara.
Dentre
as várias interpretações que
podemos dar à palavra liberdade está
a de sermos senhores de nossas ações.
Nós fazemos aquilo que queremos e nos responsabilizamos
por aquilo que fazemos.
Mas
se colocamos nossas ações na dependência
do que outras pessoas fazem, pensam ou dizem, seremos
meros marionetes enredados nas ações,
pensamentos ou dizeres dos outros. Estaremos colocando
nossas vidas, o que fazemos, o que pensamos e o que
falamos na dependência doss outros - nossos
filhos, maridos, esposas, chefes, colegas de trabalho,
etc. - fazem, pensam ou dizem. Não somos nós,
somos o que eles querem ou provocam.
Há
uma frase de um guru meu, Stephen Covey, que diz:
"Entre
o estímulo e a resposta há um espaço
de tempo. Nesse espaço de tempo reside a liberdade
de escolher a nossa resposta. Nessas escolhas residem
o nosso crescimento e a nossa felicidade."
Com
isto estou querendo dizer que no intervalo de tempo
entre os estímulos que o ambiente em que nós
estamos imersos e as respostas que damos a cada um
desses estímulos, neste curto intervalo de
tempo estamos decidindo se seremos felizes ou infelizes,
se crescemos ou não, se somos livres ou marionetes,
se reagimos ou se somos pró-ativos.
Vamos
usar outra historinha, cujo título é
“Você age ou você reage ?”,
que me foi passada sem autor, para complementar o
pensamento:
Você
estava indo com seu amigo a um jornaleiro. Imagine
este possível diálogo e situação,
imaginários, travado entre vocês.
Você
chega ao jornaleiro e diz:
-
“Bom dia ! O Sr. poderia ver o meu jornal.”
O
jornaleiro, taciturno, passa-lhe o jornal, recebe
o dinheiro e lhe repassa o troco. Não responde
ao seu cumprimento e não lhe sorri, ao contrário
de você que está com um sorriso escancarado,
estampado em sua face.
O
seu amigo, na medida em que vocês se afastaram
da banca, diz:
-
“Sujeitinho mal humorado, hein !???”
-
“Ele é sempre assim !!!” - você
responde.
-
“Mas então por que você continua
cumprimentando-o ?” – pergunta seu amigo.
Você,
então, responde:
-
“O mau humor é dele ! Eu desejo, todo
o dia, do fundo do meu coração que ele
tenha um bom dia !”
Note
que no intervalo de tempo entre a demonstração
do mau humor do jornaleiro e a sua reação,
o momento mais importante da sua vida, o momento presente,
você decide se vai reclamar da vida, falar que
os outros são assim mesmo, que esse mundo é
isso ou aquilo. Mas nesse mesmo intervalo, o momento
mais importante da sua vida, você vê o
jornaleiro como seu cliente, você deseja realmente
um “BOM DIA !” a ele, com exclamação
e tudo, e também pode decidir que continua
mantendo o sorriso, o entusiasmo, porque você
acredita nos seus valores, você age segundo
aquilo que você acredita, você é
determinado naquilo que se propõe a fazer.
Neste
caso você enxerga, diariamente, como cliente
duas pessoas: o jornaleiro desejando-lhe um bom dia,
todos os dias, independentemente dele ser ou estar
isso ou aquilo, e você, agindo de acordo com
seus valores, agindo de forma pró-ativa frente
à vida, ou a alternativa que o próprio
nome dessa historinha diz:
“Você age ou reage ?”
Somos
senhores de nossas ações ou somos marionetes
nas mãos das pessoas que nos cercam ?
E
cada um de nós, agimos ou reagimos frente a
vida ? Colocamos cada pessoa à nossa frente
como cliente e agimos com esse enfoque ou damos a
desculpa que essa pessoa está com problemas
e mudamos de atitude?
Para
colocar o outro como cliente, eu preciso estar decidido
– resolvido? – a me colocar como primeiro
cliente, e respeitar o que sou, meus princípios
e valores, pois neles baseio minhas ações.
Sem
dúvida antecede isso a escolha dos valores
e princípios, e enquanto eles não existem
fica extremamente difícil basear a vida em
algo inexistente! Só com isso resolvido é
que se chega à ação de ver o
próximo como cliente!
Só
respeito o próximo – o meu cliente –
em cada hora da verdade que o dia a dia me propicia,
quando eu me respeito!
Só
me respeitando primeiro é que respeito ao próximo.
Essa resposta, neste contexto, foi demorada e um pouco
difícil sua elaboração também
para mim. Mas aos poucos esvaziei a xícara
e, humildemente, apreendi mais esta. |
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| 3. |
O
que você deve fazer com a pessoa mais importante
da sua vida no momento mais importante da sua vida ? |
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A
resposta proposta a esta questão é simples
e direta:
Torná-la
feliz!
Imagine
que os egoístas que só enxergam a si
próprios, querem tudo só para si, tornam
a vida das pessoas que o cercam um inferno e, consequentemente,
a sua também. Esse é que eu chamo de
“o egoísta burro”!
Mas
pode haver um tipo de “egoísmo”
inteligente: aquele que leva felicidade a si e ao
próximo, cria uma espiral positiva ao seu redor,
e o clima em que vive é agradável.
Imagine
– um sonho imaginário – no qual
todas as pessoas ao redor do mundo estejam praticando
isso. Como seria esse mundo? Você gostaria de
viver num mundo desses?
Neste
momento da exposição a maioria dos rostos
das pessoas apresentam sorrisos, uns mais expressivos,
outros tênues, algumas pessoas travam!
Este
é o momento para a quarta e última pergunta. |
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| 4. |
Quem
começa esta mudança ? |
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A
reposta que mais apresentada pelos participantes é
“nós”!
Eu,
particularmente, acredito que falamos nós,
para não assumirmos novamente a responsabilidade,
queremos que primeiro o outro mude, para ai então,
e somente após a mudança do outro, eu
mudar !
Mas
não há como escapar, a
resposta é que EU, e somente EU, posso começar
esta mudança.
A
espera de que o outro mude primeiro coloca nas mãos
dele, o outro, a minha liberdade, demonstra a minha
esperança passiva.
Finalizando, gostaria de chamar a atenção
mais uma vez ao caráter dinâmico destAs
Regras Da Felicidade, ela é
conquistada em cada momento presente, em cada “hora
da verdade”, em cada contato que temos com um
semelhante, mesmo que esse semelhante sejamos nós,
frente ao espelho, quando estamos conosco.
O
verso simples, singelo e profundo
"Caminante,
no hay camino,
Se hace el camino al andar"
do
poeta espanhol, Antonio Nobrega, tão bem expressa
essa característica de alcançar, perseguir
continuamente a liberdade, a felicidade.
E
só pode ser assim, sem caminhos pré-definidos,
simples, atuando, a cada momento, sobre a vida que
se nos apresenta e que, com nossas atitudes e comportamentos,
construímos.
Boa caminhada, para todos nós, nesta nossa
vida única e naquilo que cada um de nós
fazemos com ela !
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Que
tal? E a sua xícara, sua xícara está
cheia?
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Um
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