| Os
empregados, raramente, são observadores passivos dos eventos
que acontecem ao seu redor no local de trabalho. Eles são
observadores e, talvez mais importante, eles avaliam os eventos
que observam. Será útil usar a teoria das trocas para
tentar entender estes processos de avaliação.
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As teorias das trocas estão baseadas em duas
suposições sobre o comportamento humano:
(1) assume-se que há uma semelhança entre o
processo pelo qual o indivíduo avalia suas as relações
sociais e as suas transações econômicas
no mercado.
As contribuições para as relações
sociais podem ser percebidas como investimentos para os quais
as pessoas esperam algum retorno (é assumido que as
pessoas não entram em relações sociais
sem alguma expectativa que o tempo e recursos que eles investem
nessas relações tenham retorno de alguma maneira).
(2) assume-se que as pessoas exigem justiça nas suas
interações sociais e essa percepção
sobre a justiça é obtida pela observação
do que as outras pessoas obtêm das relações.
Onde há igualdade relativa entre resultados e contribuições
da troca de ambas as partes é provável que resulte
em satisfação.
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Resumindo,
os indivíduos em interações sociais comportam-se
de uma forma similar, até certo ponto, ao do "homem
econômico" colocado pela economia clássica. A
suposição é que os indivíduos são
motivados a maximizar os resultados que recebem e minimizar seus
custos.
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Os principais componentes das relações de troca
são contribuições e resultados.
Contribuições,
tal como os investimentos, são o que as pessoas põem
na relação.
Resultados são "as coisas" obtidas
na troca.
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A importância
relativa da contribuição e do resultado é uma
questão de percepção. Somente eu é que
posso realmente dizer quanto valor eu coloquei nas contribuições
que eu investi na troca. Minhas expectativas com respeito aos resultados
que espero receber dependerão do valor eu coloquei em minhas
contribuições, e isto pode ter muito pouco a ver com
qualquer característica objetiva da situação.
A consideração importante é que cada pessoa
avalia as suas contribuições dadas e os seus resultados
obtidos comparando-os com essas mesmas contribuições
e resultados dos outros.
Diz-se que a eqüidade existe sempre que a relação
entre os meus resultados e minhas contribuições é
igual à mesma relação sob o ponto de vista
da outra pessoa. Por exemplo, os empregados podem exibir satisfação
em um trabalho que exige um grande esforço e para qual eles
recebem muito pouco se, e somente se, os seus colegas de trabalho
estão em posição semelhante.
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Podem ser resumidos os postulados principais de Teoria da
Eqüidade:
(1) a percepção
da não eqüidade cria tensão no indivíduo;
(2) a quantidade de tensão
é proporcional à magnitude da percepção
da não eqüidade;
(3) a tensão criada no
indivíduo irá motivá-lo a reduzir esta
não eqüidade;
(4) a força da motivação
para reduzir a não eqüidade é proporcional
à percepção dessa não eqüidade.
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O
conceito de eqüidade é freqüentemente interpretado
como uma associação positiva entre o esforço
de um empregado no trabalho e o pagamento que eles recebem.
É
esperado que quem contribui mais, recebe mais. Esta afirmação
pode ser chamada de a norma de eqüidade.
Esta
norma da eqüidade é geralmente aprendida por um processo
de socialização. Por exemplo, a maioria dos grupos
estabelece normas que induzem seus membros a comportarem-se com
eqüidade.
Porém,
nossa sociedade também promove outras noções
de eqüidade ou justiça.
Em sistemas de previdência social ou em sistemas de medicina
geriátrica, os recursos - os resultados - são distribuídos
de acordo com a necessidade. Em geral, nossa sociedade parece também
ter normas que aceitam este tipo de distribuição de
resultados como eqüitativo, distribuição de acordo
com a necessidade.
Tentando prever como um indivíduo reagirá a um sistema
particular de recompensas, precisa-se saber quais normas de eqüidade,
daquelas em que eles acreditam, devam ser aplicadas; ou baseado
em contribuições ou baseado em necessidades.
A percepção individual da "justiça"
nas trocas estabelecidas (entre pessoas da família, entre
os colegas de trabalho, com organismos ou empresas) produz, numa
metáfora com o sistema de contas bancário, uma sensação
de equilíbrio quando se sente estar entregando tanto quanto
está recebendo. Caso contrário ou se tem uma conta
com débito - sente-se receber mais do que se dá -
ou uma conta com crédito - sente-se receber menos do que
se entrega.
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A sintonia interna individual - competência
intrapessoal -, a liberdade de poder tratar dessas
percepções e sensações de equilíbrio,
débito ou crédito com quem se estabelece as
trocas - a competência interpessoal
- são necessárias para a promoção,
ao longo do tempo, de relações equilibradas.
Caso contrário, o débito ou o crédito
podem fazer surgir a culpa ou a raiva, respectivamente.
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E ...quando
você erra algo, como será que sente a pessoa afetada
pelo seu erro?
Como
você se sente quando você é afetado pelo erro
de uma outra pessoa?
Nas
suas relações, pessoais e afetivas, você consegue
discutir ou trazer à tona estes sentimentos de débito
ou crédito?
E nas
relações profissionais?
Este
texto é suporte para o perfeito entendimento do BES da próxima
semana, que tratará de SERVIÇOS
DE RECUPERAÇÃO.
(*)
Autor desconhecido
Texto originalmente divulgado no "e-mail"
PORQUE HOJE É SEXTA, editado semanalmente por mim, com
a colaboração do Paulo Bottarelli, em continuidade
ao trabalho originalmente iniciado por Sonia Breda. A adaptação
livre do texto foi feita por Paulo Bottarelli e Carlos Alberto de
Faria, a partir de texto capturado na INTERNET.
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