A esperança é um
bom café da manhã,
mas um péssimo jantar.
Francis
Bacon
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Resumo:
Como o ser humano
escolhe?
Como podemos construir processos de compra e venda que estabelecemos
com os nossos clientes que conduzam à satisfação das necessidades
e desejos desses clientes?
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Não é só o futebol que é uma caixinha de surpresas. O ser
humano também o é.
O que faz uma pessoa, que está em dúvida de qual prato pedir
no restaurante, optar pelo mesmo prato do amigo ao lado,
que escolheu antes?
O ser humano, frente a uma escolha, prefere o conhecido
ou o desconhecido?
Frente à mesma escolha, prefere a escolha que ele já escutou
antes, mesmo que não lembre se o que escutou era bom ou
ruim, ou uma nova opção desconhecida?
O que fazer quando um cliente, que está em dúvida em escolher
entre duas opções que ele julga igualmente bonitas ou boas
ou vantajosas, para apressar a decisão de compra?
Estes são alguns dos aspectos por onde navega o estudo das
escolhas feitas por nós, humanos.
O próprio “preconceito” está embutido nos nossos mecanismos
de escolha e valoração: uma experiência feita na rua, em
um semáforo, incluiu duas pessoas, em tempos diferentes,
que começavam atravessar a rua, sem o sinal estar aberto.
As duas pessoas tinham a idades e aparência física semelhantes,
mas um estava mal vestido e outro muito bem vestido.
Os resultados práticos demonstraram que o ser humano está
muito mais propenso a seguir o humano bem vestido do que
o mal vestido.
Este resultado diz que você deve cuidar da sua aparência
física, e da roupa que você veste. É a tal da história que
se você quiser ou precisar causar uma primeira e boa impressão...
Se você:
-
vai resolver algo que seja importante para você,
- quer ser bem atendido,
- quer resolver rápido um determinado assunto, ou
- algo semelhante,
então
se vista bem!
Mas isso não seria um preconceito, na mais perfeita acepção
da palavra preconceito? A minha resposta é sim.
E o que estamos debatendo aqui, não é se é
preconceito ou não, mas como o serhumano se coloca
frente às escolhas que tem que fazer ao longo da
sua vida, ao longo de cada dia da sua vida.
O fato acima relatado também demonstra que a percepção rápida
e superficial que o ser humano forma, a valoração ligeira
que nós fazemos, afeta algumas escolhas inconscientes que
você e eu fazemos – e nem percebemos.
E não adiantaria reclamar, nós somos assim. O ser humano
é assim, independentemente do rótulo que você
puser nisso.
Já que sabemos que o ser humano é assim, o que podemos mudar,
você e eu? A única forma que eu vejo é policiarmo-nos para
que sejamos os mais justos possíveis, e sempre que possível.
O mais justo possível está apresentado aqui como a válvula
de escape para aquelas escolhas que faremos – e com certeza
as faremos -, e não vamos perceber que a fizemos pelo mais
puro preconceito.
Não se lamente e não se culpe. Fale para si mesmo, se e
quando perceber que você fez uma escolha dessas, inconscientemente:
isso é uma característica do ser humano, e eu sou humano
e falível. Eu aprendo com o passar do tempo.
Malcolm Gladwell, jornalista e escritor dos livros:
BLINK
A Decisão Num Piscar De Olhos e
O PONTO DE DESEQULÍBRO
Como pequenas coisas podem fazer a uma grande diferença,
ambos
da Rocco Editores, que eu li e gostei, tem um pé na cozinha,
como disse o nosso presidente Fernando Henrique, ou seja,
tem entre seus antepassados alguém de origem africana. O
seu cabelo não nega esta afirmação.
Pois bem, Gladwell, atualmente trabalhando no The New Yorker, mundialmente famoso, submeteu-se a testes para verificar
as origens das suas escolhas. Uma das conclusões dos testes
feitos foi que ele tinha preconceito racial contra negros,
denunciado pelas suas escolhas.
Ele teve a coragem de publicar isso no seu livro. E você,
não sinta culpa pelo que você descobre de si, mas aprenda,
humildemente, com isso.
As nossas escolhas, as mais corriqueiras, acabam revelando
o que temos por dentro, e o que somos, sem um ego a filtrar
essas escolhas.
E o cliente que tem as duas opções para escolher, por exemplo,
calças. Ele tem duas calças, que julga igualmente do seu
gosto.
Com o uso da tomografia verificou-se que o ser humano quando
tem que escolher entre duas opções próximas, manifesta certa
irritação, detectada pela atividade da amígdala cerebral.
A introdução de uma terceira opção, de menor valor para
o cliente, é uma solução comprovada.
Sem a terceira opção, o cliente pode desistir da compra
por não saber decidir, para evitar a irritação interna;
já com a terceira opção o cliente escolhe, toma a decisão
mais rapidamente.
Essa informação tem reflexos no campo prático do comércio
e das vendas, pela inserção de ofertas irrelevantes, sob
o ponto de vista do cliente, que aceleram a decisão favorável
de compra do cliente.
Surpreso com esta informação?
Essa informação é recente, é científica e é a University
of Minnesota, do final de 2008, e pode ser conferida
aqui.
Leia o BES anterior:
A ESCOLHA E A SUA MENSAGEM
onde
dissemos por que seguimos a opção de alguém que escolheu
à nossa frente, no restaurante; porque escolhemos um nome
já conhecido, frente a um completamente desconhecido, mesmo
que o conhecido você nem se lembre se foi através de um
comentário favorável ou desfavorável.
Conhecer como o ser humano escolhe, frente às suas opções,
é uma das formas de você preparar e construir ofertas e
apresentações que conduzam o seu cliente à satisfação das
suas necessidades e desejos.
Dificuldade em construir ofertas?
As suas apresentações não conduzem o cliente à compra? Ou
você quer aumentar a sua taxa de conversão?
A Merkatus pode ajudá-lo. Contate-nos
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Construa
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Carlos
Alberto de Faria
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