A
morte é de fato o fim,
no entanto não é a finalidade da vida.
Michel
de Montaigne
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RESUMO:
Lidar com a morte é algo que a nossa cultura
ocidental não digere bem, é um assunto que
as pessoas evitam, mas depois do nascimento, é a
única certeza que nós temos.
No
entanto há que se assumir este nicho, vencer barreiras
e prestar os serviços que a sociedade necessita.
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Eu tenho um artigo anterior intitulado “Uma
Ferramenta Simples e Útil, Já!”,que
mostra como uma ferramenta da área da qualidade,
o 5W+2H, pode ser utilizada. No artigo em referência,
eu utilizei-me de uma necessidade trazida por uma pedagoga
-
”Como deixar claro o que é um planejamento
escolar para os meus professores?”
O
pessoal da “FOL - Funerária On Line –“
desafiou-me pedindo um artigo que colocasse esta ferramenta,
o 5W + 2H, adaptada para a venda de planos para o setor
funerário.
Este
artigo pode ser utilizado também para vendas de planos
de saúde, consórcios e outros correlatos,
com ligeiras adaptações.
Vamos
ao que interessa.
O
5W + 2H são 7 perguntas básicas, em inglês,
mostradas abaixo com sua tradução em português,
que ajudam a esclarecer aquilo que temos dúvidas.
| What? |
O
Que? |
|
Who? |
Quem? |
| Why? |
Por
quê? |
| When? |
Quando? |
| Where? |
Onde? |
| How? |
Como? |
| How
much? |
Quanto? |
Uma última ressalva: eu não uso o termo vendedor.
Hoje o comprador é quem está no poder, é
ele quem decide.
Uma
empresa, efetivamente voltada para o cliente, facilita a
escolha do seu cliente através de uma oferta de valor
sob o ponto e vista desse mesmo cliente. Nestas condições
e para algumas poucas empresas o antigo vendedor transforma-se
em um consultor ou em um facilitador de compras.
Esta
última designação - facilitador de
compras - é a que uso neste artigo. Aos interessados
neste assunto, recomendo que leiam o artigo:
VENDEDOR
OU FACILITADOR DE COMPRA?
Muito
bem! Feitos estes esclarecimentos, vamos mostrar nossa visão
de um sistema de vendas de planos para a área funerária.
Sem mais espera, certo?
O
Que?
Venda de Planos de Luto: ato ou efeito de estabelecer uma
interação entre pessoas (cliente e facilitador
de compras) com a intenção de satisfazer necessidades
e atender desejos e necessidades na área de serviços
funerários e correlatos, estabelecendo uma troca
e um vínculo comercial que seja vantajoso para ambos
os lados.
Quem?
Para toda a pessoa que veja vantagens em participar de um
esquema onde ela prefira desembolsar uma pequena quantia
mensal (*) em troca de um benefício futuro (prestação
do serviço funerário), quando da passagem
de um ente querido.
(*)
Há clientes que podem querer pagar a vista e antecipada-mente.
Por
Que?
Para o cliente:
-
o falecimento de um ente querido nem sempre ocorre em um
momento em que se possa prestar uma última, digna
e merecida homenagem a esta pessoa, a quem tanto se ama;
-
o estado emocional, no momento de um falecimento, pode comprometer
as finanças da sua família, por puro impulso.
Já analisando e escolhendo, antecipadamente, o seu
cliente analisa o que ele quer, age com segurança
e evita a possibilidade de, num ato emotivo e impensado,
abalar, financeiramente, toda a sua família por um
período de tempo grande;
-
a segurança de ter profissionais que acompanham,
ajudam e sabem o que fazem e o que falam, dão conforto
e transmitem segurança num momento altamente emotivo
e de extrema sensibilidade.
Para
a empresa de luto:
-
permite atender a uma necessidade latente no mercado, uma
lacuna anteriormente não preenchida com os serviços
funerários, e agregar continuamente valor aos seus
empregados, clientes, acionistas, e à sociedade em
geral.
Quando?
Para um bom facilitador de compras, o tempo é sempre
o tempo presente.
Ele
sabe que o passado é lembrança.
Ele
sabe, também, que o futuro é só esperança.
Tudo
que ele pode fazer, só pode fazer no agora, por isso
o agora tem o nome de presente.
Um
contrato nunca será assinado no passado, nem tampouco
no futuro - é só promessa, mera expectativa!
-, somente são assinados contratos no instante presente.
Um
bom facilitador de compras faz o momento acontecer, não
espera a oportunidade cair-lhe no colo, constrói,
fabrica, transforma momentos banais, inusitados, previstos
ou imprevistos em oportunidades de atendimento ao cliente.
O
facilitador de compras sabe que os finais de semana, normalmente
onde toda a família encontra-se reunida, são
uma excelente ocasião para que ele possa informar
e oferecer os seus serviços.
Onde?
Onde o cliente potencial - aquele cliente que precisa, quer,
deseja, almeja, necessita ser atendido por um plano funerário
- estiver ou for encontrado.
Pode
ser na própria loja da empresa, no ponto de ônibus,
na fila de um banco, no caixa de um supermercado ou, mais
freqüentemente, em trabalho de campo conhecido como
porta a porta.
Como?
Um bom facilitador de vendas:
-
Começa obtendo a atenção do seu cliente
potencial.
-
Inicia uma conversa buscando identificar os desejos e necessidades
do cliente. Esta é a atividade mais importante do
processo de facilitação de compra, a que vai
determinar se o facilitador de compras terá oportunidade
de atender a necessidades reais detectadas. Ou não!
-
Na medida em que o facilitador de compras vai obtendo os
dados, ele vai construindo a oferta na sua cabeça,
encaixando as características do serviço da
sua empresa às necessidades e desejos daquele cliente.
-
Características não vendem, benefícios
é que vendem. Benefícios são características
do serviço que atendem necessidades e desejos do
cliente.
-
Ele sabe que cada venda é única, cada cliente
é único.
-
Capturados os interesses do cliente, ele faz, então,
uma apresentação da sua oferta, ele conta
a sua “história”, adaptada aos benefícios
(desejos, necessidades e interesses) detectados na entrevista.
-
Durante todos os momentos, em todo o tempo em que esteja
com o cliente, a principal atividade do facilitador de compras
é ouvir o cliente, não apenas o que este cliente
diz verbalmente, mas ler os gestos, as manifestações
de agrado ou ansiedade, que são indicativos do andamento
da sua atividade, aos olhos deste cliente.
-
O bom facilitador de compras, como já conhece os
desejos e as necessidades deste seu cliente, ele traz a
necessidade do atendimento destes desejos e necessidades
para o momento presente, para o aqui e agora.
-
Feito isso, basta o facilitador de compras fazer uma série
de perguntas, para as quais ele já conhece a resposta,
para obter um “SIM”, seguido de outro “SIM”,
como respostas às suas perguntas, como por exemplo:
O
Sr. deseja prestar uma última e digna homenagem a
seus entes queridos?
O
Sr. quer a segurança de um profissional no acompanhamento
e orientação durante toda a tramitação
burocrática, antes e depois do velório?
O
Sr. precisa da confiança que só uma empresa
sólida e com tradição no mercado pode
lhe oferecer?
O
Sr. dá preferência a se associar a uma empresa
que, além das características já relatadas,
tem uma atuação social responsável?
O
Sr. precisa de serviços complementares de apoio à
vida (convênios médicos, odontológicos,
empréstimos de cadeiras de rodas e muletas, camas
hospitalares, etc.)?
-
Feito isso, ou algo próximo disso, é só
conduzir à conclusão.
-
A conclusão pode ser a assinatura do contrato.
Ótimo,
esta é a proposta e a intenção do facilitador
de compras, conectar os desejos e necessidades de cada cliente
à sua oferta, assinar um contrato que inicia um relacionamento
comercial.
Ou não!
É
melhor manter aberta a porta do cliente, anotar os motivos
da sua falta de interesse, e tentar adaptar a oferta (o
serviço prestado) a esse conjunto de necessidades
não atendidas, e poder voltar, quando e se o serviço
estiver adaptado a estas necessidades desse cliente.
Um
facilitador de compras profissional sabe que iniciar um
relacionamento é melhor, muito melhor, do que fechar,
de forma forçada, uma venda.
Quando
uma venda forçada é feita:
-
perde o vendedor, pois nunca mais terá oportunidade
de obter a atenção desse cliente (lá
vem aquele chato de novo!), e
-
perde a empresa que teve seu nome manchado (um cliente insatisfeito
conta para 10 pessoas sua insatisfação) dificultando
próximos contatos com esses clientes potenciais,
dificultando a sua atuação no mercado.
Mas
estes não são os únicos “Como?”
de um sistema de vendas de planos. Há muitos mais,
eis alguns outros:
-
Quais as áreas com maior potencial para vendas?
-
Qual o tamanho da minha equipe de vendas?
-
Como fazer para que o facilitador de compras esteja motivado
diariamente?
-
Como recrutar facilitadores de compra de forma efetiva?
-
Como manter a equipe motivada?
-
Como treinar uma equipe de facilitadores de vendas?
-
Como garantir que a minha oferta esteja constantemente adaptada
ao mercado em que eu atuo?
-
Como garantir que essa oferta seja bem aceita, seja um sucesso
nesse mercado?
-
Como gerar ou pegar referências de novos clientes
potenciais nos atendimentos já feitos?
Cada
uma destas perguntas exige a aplicação da
ferramenta 5W + 2H, às condições reais
encontradas no seu mercado de atuação.
A
cada nova dúvida, utilize novamente a ferramenta
5W + 2H.
Quanto?
O custo para o cliente depende do tamanho da necessidade
do seu cliente.
A
parceria formada tem que trazer benefícios para ambos
os lados, pois do contrário, não seria parceria.
Um conjunto de planos – ofertas -, de acordo com as
necessidades e desejos dos vários segmentos do seu
mercado, é o recomendado.
Um
plano para cada tamanho de bolso, para cada perfil de cliente.
Como
toda empresa, uma empresa que vende planos de luto tem que
agregar valor:
-
aos empregados, pois eles são o espelho da empresa
e o meio de encantar os clientes;
-
aos clientes, pois são eles que oportunizam o estabelecimento
de uma relação comercial boa para ambos os
lados, são eles que garantem a perenidade da empresa,
eles são o bem mais precioso que uma empresa tem:
clientes com o desejo de fazer negócios e continuar
fazendo negócios com a empresa, clientes que fazem
propaganda boca a boca do seu negócio, gratuitamente;
-
aos acionistas que precisam do retorno do seu capital investido;
-
à sociedade circundante, através de uma atuação
com responsabilidade social.
Note
que o item acima está na seqüência correta:
-
o empregado encantado atende muito bem o cliente;
-
o cliente encantado compra, volta a comprar e recomenda
a sua empresa;
-
as compras, as compras repetidas e as novas compras alavancam
o encantamento do acionista ou proprietário (lucro);
-
este trio encantado (empregado, cliente, proprietário),
juntos a uma atuação ética e com responsabilidade
social, é que fazem com que a sua empresa ajude a
construir uma sociedade mais justa e digna.
O
conteúdo do parágrafo acima é mais
um motivador para o facilitador de compras colocar o seu
“bloco na rua”, dia após dia, já
que o trabalho dele também ajuda a construir uma
sociedade mais digna.
E
esse tipo de atuação com responsabilidade
social faz também com que os seus clientes potenciais
tenham uma tendência aproximativa para com a sua empresa,
facilitando tanto o contato inicial, como a assinatura de
contratos.
E
você não quer muito mais do que isso, quer?
E
se isto é feito em uma área onde é
difícil vender, mas há empresas properando,
e muito; por que a sua empresa não consegue vender?
Se
você quiser montar um sistema de vendas ou uma equipe
de vendas que efetivamente venda, a Merkatus tem a solução,
contate-nos: