"Voe
alto, voe longe. Seu objetivo é o céu,
seu alvo as estrelas."
Inscrição no Willians College
A
maioria dos jogos que você viveu na sua infância,
e que você vê na televisão, são
jogos de soma constante: se há algum ganhador é
porque do outro lado há um perdedor. Este aprendizado
acabou levando você a intuir que a vida é assim.
Marketing
de guerrilha, a arte da guerra, marketing de emboscada,
guerra de preços, etc e tal!
E
não é assim...! Pelo menos não necessariamente
assim.
A
Teoria dos Jogos, com o seu já famoso "Dilema
do Prisioneiro", para o qual há farta literatura
na Internet, mostra e demonstra que a cooperação
pode ser uma boa estratégia para a vida em comunidade,
quando temos jogos de soma positiva ou negativa.
Um
resumo das regras deste dilema, onde há dois prisioneiros
(A e B), que não podem se comunicar, e podem cooperar
ou trair:
Esta
simples "brincadeirinha" permite que você
tire importantes conclusões a respeito da natureza
humana, da comunicação, do egoísmo
e da cooperação.
Há
alguns pontos de contato - muitos a meu ver! - entre estas
conclusões acima, e o artigo:
"As
Regras Da Felicidade Ou O Conceito D'A Hora Da Verdade"
que
é o conceito mais necessário, e menos entendido
e praticado, nas empresas da área de serviços.
A
sua empresa, todas as empresas formam, cada uma, uma comunidade
específica e com propósitos comuns a serem
atingidos através dos esforços de todas as
pessoas membros desta comunidade-empresa.
Na
sua empresa podemos ter diversas equipes e, chegada a hora
de crise, se entendermos que aquela equipe do outro prédio,
que mal conhecemos e nunca nos falamos, é estranha
a nós, ela pode ser considerada inimiga. Se ela é
inimiga, que jogo você joga com ela?
A
comunicação, o congraçamento, a aproximação
física, o olho no olho, o objetivo comum, o comprometimento
com a mesma finalidade, as expectativas compartilhadas,
tudo isso é necessário para que se jogue o
mesmo jogo.
A
esposa ou esposo, o outro empregado no trabalho, o empregado
distante, e do outro lado do telefone, são vistos
como amigos ou inimigos? Num momento de crise você
e eu contamos com ele ou temos dúvidas de que jogo
ele vai jogar? Ele é o seu parceiro ou o seu inimigo?
O
líder pode escolher deixar uma equipe tentar ganhar
tudo para si, sem se preocupar que o resultado da empresa
dependa daquela outra equipe que está perdendo. O
todo perde pela atitude egoísta de uma equipe, ou
pelo silêncio de um pretenso líder.
O
líder é aquele que permite o maior ganho do
grupo (soma das equipes), maximizando o resultado da empresa.
Não basta uma equipe ganhar, há que se maximizar
o ganho de todas as equipes como um todo, e nunca de uma
equipe em particular, ou subconjunto destas.
Para
enxergar o outro como seu amigo é necessário
verificar que vocês têm objetivos comuns, que
vocês têm os mesmos compromissos, que vocês
partilham os mesmos propósitos, que vocês partilham
o mesmo convés do navio chamado empresa, ou casamento,
ou vida.
Isto
é tanto comunicação empresarial, como
comunicação individual, as quais precisam
ser permanentes na empresa, no empreendimento, na vida.
Você
tem que maximizar o ganho do todo, e não de uma equipe
em particular. A equipe do lado não deve ficar circunscrita
ao "seu território", porque só há
um território, o território da empresa, o
território da vida, que é de todos que nela
atuam.
Enxergar
o empregado do seu lado como competidor é, no mínimo,
jogar contra a empresa.
Competir
contra o seu parceiro, esposo ou esposa é, no mínimo,
jogar contra o relacionamento.
Empregados
deveriam competir entre si para obter algo ou alguma promoção?
Não:
os prêmios devem ser dados a todos que atingirem determinados
patamares absolutos. Nunca para o melhor, pois todos os
outros que não são "o melhor", desanimam,
pois a briga fica restrita a uns poucos, o "grande
e numeroso resto" desanima; e isso não contribui
para o resultado global.
Mas,
e o famoso mundo competitivo que você escuta todo
dia na televisão, que você lê na sua
revista de administração? Vivemos no aparente
mundo de competição alardeado pela mídia?
E
indo mais fundo, é vantajoso fazer uma guerra comercial
com um nosso concorrente, pela disputa desenfreada do mercado?
A
teoria diz que não, que em médio prazo, todos
podem estar mortos, que pode não haver ganhadores,
ou ainda se obter uma falsa vitória, onde todos perdem.
A melhor estratégia é a diplomacia, nunca
a guerra.
Então,
apesar de vivermos em um mundo dito competitivo, buscamos,
necessitamos e precisamos, na realidade, de um mundo cooperativo,
para que todos estejam no melhor dos mundos. Neste mundo,
por incrível que pareça, a cooperação
é a chave.
E
empresas de serviço necessitam, particularmente,
de trabalhos cooperativos, do faxineiro ao presidente, da
recepcionista ao vendedor.
Lembre-se: